terça-feira, 28 de julho de 2009

PRAIA SEM ÁGUA – A VINGANÇA NUM PAÍS DE RENDIMENTO MÉDIO

“O que está na origem do dissabor com que os habitantes da cidade que alguns disseram ser o “Japão do Ocidente” (má memória, até porque os japoneses se lavam)? De ciência certa nada se sabe, uma vez que a ELECTRA, responsável por este “apagão líquido”, mostra-se tão avara de informações como de água. E, à falta de explicações que limpem as suspeitas, não falta quem diga que a empresa monopolista está a vingar-se: não lhe fizeram a vontade no que toca a iluminação pública, ora tomem! – corta-se no abastecimento, procurando colocar os praienses à imagem e semelhança da produtora e distribuidora de água – ou seja, literalmente porcos” – in http://www.liberal-caboverde.com/

A Cidade capital do país está sem água. A população corre desesperada atrás do líquido precioso. Ninguém sabe a origem do tamanho catástrofe. Apenas sabemos que ELECTRA (Governo) é o responsável. Explicações não temos. Cada um tenta adivinhar os seus porquês e há quem fala na vingança do Governo. Parece ser legítima esta explicação.

Parece também que, temos de sair a rua e gritar: “Queremos água, queremos água…”. Ulisses tem tentado dar uma outra pinta a Praia e quer uma praia limpa. Mas sem água, parece que nem a população estará limpa. Parece sabotagem…

quarta-feira, 22 de julho de 2009

IMPOSTO DE SELO – O ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA DO NOSSO PARLAMENTO

O Novo Imposto de Selo aprovado pela Lei n.º 33/VII/2008, de Dezembro, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro constitui um atestado de incompetência e de irresponsabilidade dos nossos deputados.

Não se pode aceitar a justificação de que ninguém sabia dos impactos deste imposto. Ninguém fez o trabalho de casa, ninguém estudou a lição, ninguém percebia do assunto, ninguém solicitou um estudo e/ou parecer, o que estavam a fazer os nossos deputados?

Hoje todos sabemos e foi escrito em todos os jornais que o Novo Imposto de Selo tornou mais cara as operações bancárias e dificultou o acesso ao crédito. Ninguém reparou isso antes? Qual a justificação para pagarmos tanto ao Estado, qual o objectivo desta carga fiscal tão pesada e penalizadora para os cidadãos?

É assim que queremos ser competitivos, destruindo o sector privado? Esta é a nossa aposta na economia de mercado? Pelo que li no jornal Expresso das Ilhas, edição n.º 398 15 de 15 de Julho de 2009, parece que nem os líderes parlamentares, nem o presidente da UCID sabiam o real impacto desta lei na nossa economia, já por si fragilizada.

A função legislativa é uma função nobre e ela compete, por excelência, à Assembleia Nacioal. Para que esta função seja exercida com zelo, rigor, qualidade e excelência, precisamos de deputados com capacidade técnica, responsabilidade e competência.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ainda a propósito da vitória do Filú e dos perdedores …

Filú acaba de derrotar o Governo e os deputados do PAICV, prepara-se para entrar na corrida a liderança do PAICV. Nada mais justo depois de ganhar o líder parlamentar do PAICV e a equipa que o apoiava (onde de se pode incluir o José Maria Neves e o Governo do PAICV).

Filú, o homem derrotado por Ulisses, será o próximo candidato do PAICV nas eleições legislativas de 2011. Será o homem que vai enfrentar Veiga. Acredito que Filú tem a consciência de que, perderá esta disputa. Contudo, com a candidatura de JMN a Presidência da República não vejo outra alternativa no PAICV.

Com este novo cenário, David Hopffer Almada, Aristides Lima e Silvino da Luz ficam pelo caminho, têm de esperar por uma próxima oportunidade. Sempre defendi que JMN, ao não pronunciar sobre presidenciais, deu um sinal claro de que, avançará para as presidenciais. Hoje, ninguém tem mais dúvida sobre isso. Parece que a disputa poderá ser entre JMN e Jorge Carlos Fonseca.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SINAIS DE QUEDA DO PAICV - FILÚ “ESMAGA” RUI SEMEDO, O PREFERIDO DE JOSÉ MARIA NEVES

Felisberto Vieira foi eleito por maioria qualificada dos militantes, como novo líder da região de Santiago Sul do PAICV, esmagando assim o Rui Semedo, o candidato que tinha preferência do Primeiro-Ministro (apesar deste não ter feito nenhuma declaração pública neste sentido, é sabido por todos que JMN preferia Rui Semedo).
O candidato derrotado nas últimas eleições autárquicas, acaba de derrotar o líder parlamentar do PAICV, uma figura de referência deste partido. Deste dado podemos extrair várias ilações:

1.º Filú sempre foi e continua fortíssimo dentro do PAICV;
2.º JMN está com cada vez menos força dentro do partido, já nem consegue eleger o seu candidato preferido;
3.º A derrota do Rui Semedo foi também uma derrota do JMN;
4.º Filú prepara-se para ser o próximo líder do PAICV. Será, certamente, o candidato a Primeiro-Ministro e JMN vai tentar a sua sorte como candidato à Presidência da República.

No passado escrevi um artigo defendendo que Filú seria o único candidato do PAICV capaz de conseguir um resultado aceitável contra Veiga, sendo certo que a derrota seria inevitável.

Defendi e continuo a defender que Filú é um “peso pesado” e é neste momento a figura mais forte do PAICV (do militantes do PAICV acabaram de me dar razão). A minha leitura tinha como pressuposto a candidatura de Veiga para Plateau. Veiga mudou de destino e tudo indica que o adversário será o mesmo que eu sugeri há meses – Filú.

SINAIS DE QUEDA DO PAICV – “A SITUAÇÃO DO SAL É DEPRIMENTE”

“Em 16 anos que estou em Cabo Verde, nunca tinha visto uma situação tão deprimente. Os Hotéis, excepto alguns casos, estão às moscas ou com ocupações irrisórias, qualquer coisa à volta dos 30%. O ambiente social é pesado. A criminalidade e a ela associados os males sociais, ganham terreno. O clima social que se vive é extremamente pesado e não se compadece com o de um destino turístico”. - Andrea Stefanina

Depois deste retrato da ilha do Sal, não precisamos acrescentar muito mais. Mais um sinal de queda do PAICV. Todas as semanas surgem mais sinais de queda do PAICV. Ainda bem que estamos cada vez mais perto de 2011.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SINAIS DE QUEDA DO PAICV – O FRACASSO DO IMPOSTO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA

O Governo decidiu oferecer uma prenda aos Cabo-verdianos do dia 01 de Janeiro de 2009. Com efeito, o Governo anunciou a aplicação da taxa de iluminação pública a partir de 01 de Janeiro de 2009.

Esta era a boa nova que o Governo anunciou para 2009. A questão, em termos jurídicos era claro. Tratava-se de imposto e não de taxa, sendo assim, trata-se de uma matéria de reserva absoluta da assembleia Nacional prevista no artigo 175.º q) da Constituição da República de Cabo Verde (CRCV). Estando previsto no artigo 175.º exige a maioria dos dois terços dos deputados presentes. Assim obriga o artigo 160.º n.º 3 da CRCV.

Matéria básica. Qualque aluno meu, de introdução ao estudo do direito, consegue perceber isso. Socilitado a fiscalizaçao preventiva de constitucionalidade do diploma pelo Presidente da Republica ao Supremo Tribunal de Justiça, enquanto Tribunal Constituicional, este não teve dúvidas em considerar que se trata de imposto e não de taxa.

Que também se tratava de imposto e não de taxa, qualquer aluno meu do ISCEE de direito fiscal consegue chegar esta conclusão. De resto, quando suscitei esta questão na sala, os alunos trouxeram inúmeros textos retirados da internet e referências à consagrados autores que não têm dúvida que se trata de imposto. Estranhamente, o Governo insistia em considerar que se tratava de uma taxa.

O Governo quis insistir, porque quer a todo o custo oferecer este presente aos cabo-verdianos. Resolveu então apresentar uma proposta de lei à Assembleia Nacional. A mesma foi rejeitada, e bem, com 37 votos a favor do PAICV, 25 votos contra do MPD e 2 abstenções da UCID.

Mesmo assim, o Governo insiste nos erros e a Ministra Fátima Fialho veio proferir as seguintes declarações (totalmente infelizes, que num país de boa governação, em que os ministros são responsáveis, num país de rendimento médio, dava direito a demissão):

“Não tendo pois a proposta apresentada obtido o consenso necessário por bloqueio manifesto do MpD, só resta a cada um assumir as suas responsabilidades. A Electra que deverá aplicar rigorosamente a lei que lhe atribui a responsabilidade de respeitar esse serviço e de ser compensada por isso. Os municípios que, por lei, devem assumir os pagamentos e para ter os recursos necessários terão certamente que os ir buscar aos munícipes”
....Há possibilidade de ficarmos sem iluminação pública por completo, se ninguém pagar....
O MpD que, pela sua atitude bloqueadora, deverá arcar com as consequências gravosas que poderão advir de uma eventual degradação da situação por falta de recursos para fazer face ao serviço de iluminação pública. Entre essas consequências, realço a questão da segurança das pessoas e dos seus bens”. In www.liberal-caboverde.cv
Os cabo-verdianos querem solução para o problema da Electra, não queremos mais problemas e mais impostos para pagar (já pagamos demais). O Governo em vez de solucionar os problemas dos cabo-verdianos, tem insistido em criar mais problemas. Felizmente 2011 está próximo... enfim, mais sinais de queda deste Governo...

terça-feira, 7 de julho de 2009

RECOMEÇAR DO ZERO

O que de mim não sabes
É o que de mim te afojenta
Foges, escondes-te
E de mim não queres saber

Esta minha triste sina
Empurra-te para longe de mim
Não quero, não posso te perder
Quero recomeçar do zero

Agarro-me às recordações
Para poder respirar mais uma vez
Mil vezes te peço perdão
Pelos erros e mais erros

O egoísmo e o machismo
Ditaram o meu sofrimento
Hoje choro
Pelo que não fiz

O que ficou por dizer
O vento levou
Mesmo assim
Quero recomeçar do zero

A FORÇA DO ACREDITAR....

Para alcançarmos o sucesso precisamos de acreditar. Precisamos sonhar e correr atrás dos nossos sonhos. Devemos acreditar na capacidade de enfrentar e ultrapassar as dificuldade e vencer os desafios.

A força do acreditar tonar-nos mais fortes, invencíveis e capazes de ultrapassar todas as barreiras. A juventude tem de acreditar no futuro, temos de acreditar que poderemos vencer.
Entre o sonho e a realidade apenas existe a palavra trabalho e dedicação. Nós sonhamos com o que os nossos horizontes permitem alcançar. Logo, só sonhamos com o possível. Para alcançar basta acreditar.

Acreditar é de facto sonhar, é realizar, é amar. Acreditar é a chave do sucesso. Nós só seremos o que acreditamos que podemos ser. Eu acredito, eu quero ser sempre melhor.

domingo, 5 de julho de 2009

"ESTA É A HORA” DE UMA NOVA MUDANÇA

3 dia Julho – mais um grande dia na história do nosso país. Neste dia, renasceu a esperança em Cabo Verde. Neste dia, chegamos a conclusão de que é hora de uma nova mudança. Neste dia, milhares de pessoas, reunidos na Assembleia Nacional, tiveram uma ideia clara e real do (mau) estado de saúde do nosso país. Neste dia, milhares de pessoas pediram uma nova mudança. Todos juntos gritaram: “ESTA É A HORA”.

Em 45 minutos, o Dr. Carlos Veiga apresenetou e realçou os reais problemas deste país, apontou as falhas do Governo e mais importante, apresentou propostas e soluções. Isso nos encheu de esperança. Precisamos desta nova liberdade, desta nova mudança. Veiga é o homem certo para protogonizar mais uma (necessária) mudança em Cabo Verde. “ESTA É A HORA”.

Nos próximos dias, passarei a publicar citações do discurso do Veiga, seguido de uma breve análise. Aguardo comentários e sugestões dos leitores do meu blog.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O MODELO, O MANEQUIM, A PRÓXIMA ESTRELA DE HOLLYWOOD...

“CABO VERDE FAST FERRY S.A. é uma empresa que consubstancia uma parceria publico-privada entre emigrantes cabo-verdianos nos EUA, privados nacionais e as Câmaras Municipais de S. Filipe, Santa Catarina do Fogo, Mosteiros e Brava, estando os respectivos investimentos focalizados na cobertura de transportes marítimos inter-ilhas, interessando ao Governo estimular esse tipo de parceira entre a nossa comunidade residente na diáspora e os nacionais residentes no Pais.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros no dia 23 de Outubro de 2008, a resolução que autoriza a concessão de um subsídio do Estado no valor de 100 mil contos à empresa Cabo Verde Fast Ferry S.A, vocacionada para uma garantia de 5 anos de transporte público marítimo nas rotas Praia, Fogo e Brava e para a modernização dos transporte marítimo e portuário como um dos seus pilares na governação”. – in www.cvfastferry.com

Todos sabemos que a ilha do Maio e da Brava estão isoladas do resto do país e do mundo. Todos sabemos que é necessário melhorar as ligações maritimas entre as ilhas. Tudo isso é verdade. Mas também é verdade que o dinheiro público tem de ser gerido com rigor e transparência.

Todos gostaríamos de receber 100 contos para aventurar no mundo empresarial e depois emitir obrigações em que “Governo de Cabo Verde, ... compromete-se a fazer todas as diligências que permitam aos órgãos de gestão fazer face aos compromissos por eles assumidos, em virtude da emissão das obrigações em causa – in www.bvc.cv” .

Trata-se de um grande negócio, sem dúvida. Nada contra! Porém, o rigor, a transparência e o principio da legalidade obrigam a que a escolha seja feita mediante concurso público. Infelizmente o Governo tem ignorado esta palavra chave na gestão dos nossos bens.

Para colorir mais esta “estória”, o nosso Primeiro-Ministro resolveu entrar nesta campanha publicitária como modelo. O homem prepara para deixar o palácio daVárzea e, sabendo que as hipóteses de chegar ao Plateau são nulas, resolveu cuidar do seu futuro. O homem será modelo, manequim e, quem sabe ... a próxima estrela de Hollywood.

O nosso Primeiro-Ministro já nos provou que tem talento em matéria de representação e publicidade (a entrevista do Scapa confirma o que a maioria dos cabo-verdianos já sabia).
Certamente que todos os cabo-verdianos ficarão orgulhosos ao ver a nossa estrela brilhar nos palcos e “passerelles” de todo o mundo. Ficamos a aguardar pelo inicio da próxima campanha publicitária ou, quem sabe... de um filme.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

“ESTA É A HORA”

“Carlos Veiga faz a sua “declaração pública” de candidatura à presidência do Movimento para a Democracia, MpD, no próximo sábado, 27, na Assembleia Nacional, na cidade da Praia. O acto está marcado para as 18 horas.

“Esta é a Hora” é o slogan de uma carta/convite, assinada pelo próprio Carlos veiga que tivemos acesso. Na carta o candidato à presidência do MpD convida “militantes e amigos do MpD” a estarem presentes na Assembleia Nacional onde promete “falar directa e pessoalmente com os militantes e amigos do MpD” e apresentar as razões da sua candidatura”. – in liberal.

Esta é hora aguardada por todos os cabo-verdianos. É hora de união, é a hora H, é o dia D. É a hora de uma nova esperança para todos os cabo-verdianos. É hora de sonhar novamente com liberdade, igualdade de oportunidades, direito de expressão, é hora de resolver os problemas dos cabo-verdianos é hora de ouvir os nossos empresários e fomentar o sector privado, é hora de pensar no turismo, é hora de pensar no fututo. É hora de colocar o comboio, novamente, no eixo. Esta é a hora, a hora de todos os cabo-verdianos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

180º JÁ ERA...

Com o aproximar das eleições tudo acontece. Começa a época da censura. A censura é proibida pelo artigo 47.º n.º 3 da Constituição, porém, esta norma é ignorada por aqueles que querem calar a voz dos miúdos atrevidos armados em comentadores. Miúdos que nada temem e que não dependem do Governo para viver, por isso, dizem o que bem lhes apetece. Consequência, cortar o mal pela raiz, acabar com o programa...

Fica um grande abraço ao Abrão Vicente, pelo convite, e a todos os demais comentadores, em especial ao Milton Paiva por ter sugerido ao Abrão o meu e pelas, constantes, trocas de impressões.

MAIS UM BLOG – MILTON PAIVA DE VOLTA

Depois de tanto meditar, Milton Paiva acaba de actualizar o seu blog. Passe a acompanhar os post deste jovem no blog:
Garanto que valerá a pena

PRAIA TEM OUTRA CARA, OUTRA PINTA E ESTÁ MAIS LIMPA E MAIS BONITA

Confesso que sou daqueles que não acreditava que Ulisses traria solução à Cidade da Praia. Tive muitas dúvidas e nos primeiros meses não se via nada de novo. A Câmara justificava que era necessário arrumar primeiro a casa. De facto tinha razão. A minha mãe também me dizia que antes de começar a fazer o almoço é necessário limpar e arrumar a casa. Parece que Ulisses seguiu, e bem, o mesmo caminho.

A Gestão de Ulisses é completamente diferente da do Filú. Ulisses tem bom gosto, gosta de beleza, prefere uma praia mais charmosa, atraente, organizada e com regras. Deixamos de ter vendedores ambulantes no Plateau, as rotundas e as principais vias da cidade têm, agora, outra pinta e Praia está mais limpa.

Ulisses realizou grandes eventos como Festival Jazz Crioulo, Festival Panda dedicado às crianças. Festival de Gamboa foi um sucesso, bem organizado e até às 2h. No começo achei que isso era impossível, contudo mais uma vez Ulisses teve razão, é possível ter um Gamboa organizado, é possível viver, na Cidade da Praia, com regras. Muitos pessoas só agora derem conta do desastre que foi a gestão do Filú, pois, só agora conheceram algo melhor para comparar.

Se o mandato de Ulisses fosse de um ano, estou certo de que teria novamente, hoje, o voto da maioria dos praienses. Afinal, Praia tem solução!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PEDRA VAZ?

O Governo, em vez de governar, de resolver os problemas dos cabo-verdianos, de atenuar os efeitos da crise, mostra-nos, diariamente, estradas inauguradas ou iniciadas pelo Governo. A infra-estrutura é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. Porém, só serve o país se for aliado a outros factores. De repente, tudo estagnou em Cabo Verde. O Governo vem nos dizer que o futuro acontece hoje, contudo, os jovens continuam desempregados, continuamos a ter o problema da insegurança, o turismo está em queda, os grandes empreendimentos turísticos estão paralisados; resumindo, assim, não teremos futuro!

O Governo esqueceu, por completo, da população da ilha do Maio. Contudo, como o PAICV sabe que perderá os dois deputados nesta ilha, o Governo tem tentado minimixar os efeitos desastrosos da sua governação nesta ilha. Todos sabemos que Maio ficou e está completamente isolado. Ultimamente, na TCV passa, diariamente, publicidade do inicio da estrada – Cascabulho / Pedro Vaz.

Nota-se mesmo que este Governo não conhece a ilha do Maio. Esqueceram a ilha durante quase 9 anos e nem sequer tiveram o cuidado de confirmar o nome da localidade, já que nunca lá foram. Fico revoltado quando oiço a publicidade. Resolveram mudar o nome da localidade onde nasci e cresci – PEDRO VAZ.

Meus caros! Não é PEDRA VAZ, mas sim PEDRO VAZ. A população do Maio está revoltado com este erro. Até neste ponto esquecem da nossa ilha....

SINAIS DE QUEDA DO GOVERNO...

SINAIS DE QUEDA DO GOVERNO...

Depois do Scapa, José Teixeira, Presidente da Editur, numa entrevista ao jornal online –liberal, fala do mau ambiente de negócios, da falta de medidas por parte do Governo e da importância do sector privado na economia (ignorada pelo Governo).

Ignorar o sector privado é afundar a nossa economia, é destruir o nosso futuro, é correr o risco de termos milhares de pessoas desempregadas, é fazer aumentar a pobreza. Sem trabalho e sem alternativas, os jovens correm do risco de entrar no mundo da criminalidade. É isso que o Governo deseja para o nosso país?

Segundo Teixeira:

“...Que existe crise todo o mundo sabe. Ela é internacional e tem sido noticiada em todos os jornais do mundo. O importante aqui não é a confirmação da crise, mas o que se está a fazer para minimizar o seu impacto....

...É o que diz o meu amigo e colega, Jorge Spencer Lima. Os discursos são óptimos, mas tem havido resistência em pôr em prática o que é anunciado pelo Chefe do Governo....

...Pode até haver políticas. Só que estas nada significam se não são postas em prática...

. ...Muitos agentes da administração e também do governo reagem e resistem devido a um sentimento anti-empresa e anti-empresário. Pensam que os empresários ficam ricos à custa dos outros, o que não é verdade.

....É preciso lembrar a todos que o sector privado emprega hoje muito mais gente que o Estado. A não ser que o Governo pense que deve ser o Estado a assegurar emprego à maioria dos cabo-verdianos, não tem outra alternativa senão criar as condições para o reforço do tecido empresarial para que este cumpra o seu papel de promover o crescimento económico do nosso país e proporcionar emprego àqueles que necessitam.

....É preciso também de dizer que a maior parte das receitas do Estado provêm das actividades das empresas através do IVA e das taxas alfandegárias. Menos actividade empresarial significa menos receita para o Estado, menos receita para os trabalhadores e, por conseguinte, mais pobreza.

Teixera faz a seguinte alerta:

....O Governo deve fazer um esforço imediato com vista a melhoria do ambiente de negócios e desenvolver a parceria publico-privado. As empresas que operam no sector do turismo podem ser boas ou más. Mas são estas as empresas que temos. Se se afogarem ou desaparecem, acabará também o sonho do desenvolvimento do turismo em Cabo Verde. A menos que o Governo tenha a pretensão de criar empresas estatais para operar no sector do turismo. Se não for essa a sua pretensão, tem que trabalhar com as empresas existentes e ajudá-las a melhorar o seu desempenho como forma de proteger o destino Cabo Verde. Não é para enriquecer os empresários, mas sim para proteger Cabo Verde como destino turístico de qualidade”.

JORGE CARLOS FONSECA - O PREFERIDO

Pelos comentários aos meus posts, notamos que são vários os argumentos a favor do Jorge Carlos Fonseca. Bom sinal! Não há dúvidas de que o homem tem qualidades para o cargo.

Quero aqui deixar claro que, até então, não mudei de opinião sobre esta matéria. Também não sugeri nomes, apenas lancei uma questão. Em todo o caso, agradeço os comentários. Contudo, continuo a entender que muitas surpresas poderão surgir....

terça-feira, 16 de junho de 2009

FILÚ VERSUS RUI SEMEDO

Nesta disputa entre dois carismáticos líderes do PAICV, estou convencido de que Filú será o vencedor. Filú continua a ser o n.º 2 do PAICV. Rui Semedo teve um bom desempenho enquanto líder parlamentar, contudo não é suficiente para ultrapassar a marca do PAICV – Filú.

No dia 15 do corrente mês, liberal publico uma notícia onde se pode ler o seguinte:
“Militantes do PAICV, que pedem anonimato e que se dizem apoiantes de Felisberto Vieira “Filú”, contactaram o nosso jornal para denunciar o “escandaloso” envolvimento de altos dirigentes do partido na eleição do próximo presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul. Segundo contam, “altos dirigentes do partido, escandalosamente, estão a intrometer-se numa disputa que deveria ser entre os candidatos, financiando a candidatura do Rui”....

Segundo dizem, esses dirigentes que têm o controle das estruturas nacionais do PAICV “tudo têm feito para que Rui Semedo seja eleito”, não se coibindo mesmo de utilizarem dinheiros do partido para apoiarem apenas essa candidatura. Denunciam que tudo fazem para facilitar a eleição do adversário de Filu. “Até apoio de material de campanha estão a dar”. Enquanto isso Filu “tem o apoio das estruturas de base”....

Invocando direito de resposta, Rui Semedo veio responder, segundo liberal, através de uma nota enviada ela assessora do Grupo Parlamentar do PAICV, em que refuta todas as acusações e afirma que nunca recebeu nenhum tostão do partido

Acredito que assim seja, pois assim deve ser. Contudo, Rui cometou dois grandes erros (acredito que por ingenuidade):

1.º Não deveria ter respondido. Estas acusações são normais em processos eleitorais e não devemos fomentá-las. Quando li a primeira notícia no liberal não dei muita importância, tomei como mais uma fofoca. Depois de ler a resposta do Rui Semedo comecei a pensar no assunto com mais interesse. Certamento muitos leitores fizeram o mesmo. Creio que o Rui semedo mordeu a isca.

2.º Por outro lado, dizer que nunca recebeu dinheiro do Partido e garantir que tudo será pago como dinheiro do seu bolso e responder através da assessora do Grupo Parlamentar do PAICV parece contraditório. Será que é o líder parlamentar do PAICV que paga o salário da assessora do Grupo Parlamentar do PAICV?

QUEM SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CABO VERDE?

Todos já sabemos que Veiga não será mais candidato à Presidência da República. Não precisamos ser “mutantes” para afirmar que Veiga será o Próximo Presidente do MpD e próximo Primeiro-ministro de Cabo Verde. Com este novo cenário, resta saber quem será o candidato apoiado pelo MpD. Quem Será? As reacções ao meu post sobre a disponibilidade de Isaura releveram que a luta não será tão pacífica assim. Continuarei a analisar todos os cenários. Contudo, não é segredo para muita gente que gostaria de ver o Jorge Carlos Fonseca como Presidente da República de Cabo Verde. Mas ele precisa de muitos apoios, precisa iniciar a caminhada, precisamos saber se ele é candidato ou não. Caso contrário poderá perder o comboio.

Dentro do MpD poderão aparecer muitos candidatos, uns com mais e outros com menos peso. Na política nem sempre ganha o mais bem preparado, o mais inteligente ou o mais culto. Jorge sabe muito bem disso. Certamente aprendeu com as lições do passado...

Mas não é momento para falarmos do passado, é momento de pensarmos no MpD, de pensarmos no futuro de Cabo Verde. Será quase perfeito (porque a perfeição não existe) ter Veiga como Primeiro-ministro e Jorge Carlos Fonseca como Presidente da República. Dois grandes homens que dignificarão o nome de Cabo Verde.

Eurico Monteiro, Rui Figueiredo, Jorge Santos, são possíveis candidatos? Alguém sugere mais alguém?

domingo, 14 de junho de 2009

SINAIS DE QUEDA DO PAICV

Há muito que digo que o nosso Primeiro-Ministo está cansado, esgotado e sem soluções. Pior ainda anda a sua equipa. É sempre bom lembrar que se trata de uma equipa de ministros possíveis, arranjados em 48h. Nestas circunstâncias não podemos esperar muito mais deste Governo. Não dá para mais. Temos de esperar por 2011. Altura de mudança, de entregar o poder nas mãos daqueles que estão em condições de governar.

O Governo já não consegue mais do que inaugurar estradas. O turismo, a educação, o emprego e formação profissional, foram completamente esquecidos. A coisa vai tão mal, que, para o bem dos cabo-verdianos, Scapa veio denunciar a situação dramática da ilha do Sal. Neste momento, qualquer cabo-verdiano, mesmo os mais próximos do PAICV, tem a noção de que o país precisa de uma nova governação.

Muitos estranharam as declarações do Scapa. Em momentos de crise, todos os cabo-verdianos devem estar preocupados com o futuro de Cabo Verde. Se em momentos de de crise, o Governo não consegue dialogar com os empresários, quando o conseguirá fazer? De facto a situação é lamentável.

Lamentavelmente o Governo esqueceu do sector privado. Não precisamos perceber muito de economia para concordar com Scapa: “sem sector privado não há economia”.
Scapa tem razão ao afirmar que:
“Como é que se pode dizer que o turismo é o motor do desenvolvimento de Cabo Verde e o País não ter um Ministério do Turismo? Por outro lado, quem devia de se ocupar da economia era o Ministério da Economia, mas, na prática, quem dá as cartas, quem faz e desfaz, é o Ministério das Finanças, que não tem sensibilidade para lidar com uma parte importante do Governo. É um Ministério de arrogância, prepotência, não dialoga com ninguém. È impossível a economia funcionar assim. Eu dou exemplos: a “Promitur” já fez uma série de propostas ao Governo, a nível da fiscalidade, a nível de gestão macro. Nenhuma resposta teve até hoje...”

Muitas vezes debrucei sobre o problema da Cabo Verde Investimentos, procurando explicações, agradeço ao Scapa por esta explicação:
“Sinceramente, eu confio na capacidade do actual presidente da Cabo Verde Investimentos. Mas enquanto a Cabo Verde Investimentos continuar refém do Ministério das Finanças, por mais perfeito que seja o presidente da CI, por melhor qualidade que ele tenha, ele tem as mãos atadas. Eu vou dizer porquê: tem as mãos atadas porque faz uma política, define objectivos, por exemplo ganhar mais turismo e desenvolver a imobiliária. A Cabo Verde Investimentos faz a gestão macro dos terrenos do Estado, mas logo surge a Direcção Geral do Património – portanto, quem tem a última palavra é o Ministério das Finanças. Quando se chega a hora de passar à prática, as coisas ficam bloqueadas no Ministério das Finanças. Enquanto o sistema estiver assim não há nenhum presidente da CI que possa fazer milagres.”

Enfim, são sinais de queda de um governo já esgotado e cansado....