quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Boas Entradas!

Amanhã (01.01.10) estaremos em 2010, entraremos num novo ano e o tempo voltará atrás para, novamente, seguir em frente. Ainda bem que assim é, pois, só assim conseguimos, pelo menos um dia abraçar o mundo, esquecer as diferenças e desejar a todos um bom ano.

Pelo menos neste dia, somos todos simpáticos, mais alegres, mais amigos, mais amorosos e, mais cabo-verdianos. Que bom!

Não sou muito diferente dos outros, por isso, estou aqui (depois de uma longa ausência) para desejar, a todos, um bom ano e tudo de bom em 2010. Merecemos ser felizes.

Para aqueles que sentiram a minha falta, fica a garantia de que, estou de volta e com novos textos e novos assuntos em 2010. Para aqueles que ficaram mais descansados e menos incomodados com a minha ausência, lamento informar que estou de volta.

Boas entradas!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Recordando Djarmai e agradecendo aos meus…

“Pavida” de muitas pessoas estou hoje aqui, altas horas da noite, trabalhando, no meu escritório, sentindo o barulho de carros na Avenida de Achada São Filipe, e pensando talvez em tomar um “caque” antes de dormir. Já diziam os meus amigos de Pedro Vaz que faz bem um “caque” ao adormecer e ao acordar.

Meu cunhado (pai de criação), meus pais, meus irmãos, amigos sempre me ajudaram nos meus tempos de liceu e universidade. Lembro-me do Bitoque (hoje paralisado em cadeiras de rodas) a levar-me 100 escudos para comprar qualquer coisa de comer no liceu, dos maienses que vinham de Holanda, Portugal a perguntarem por Já di Nhanha Francês para me entregarem uns trocos para comprar qualquer coisa.

Pavida destas pessoas, fui me tornando homem, culto, responsável e, pouco a pouco, conhecedor das leis. Hoje, Advogado, recordo com gratidão os muitos maienses que me ajudaram a estudar. Agradeço à minha família, ao meu cunhado (João Baptista Gomes de Pina) o principal responsável pelos meus estudos e por muitas outras coisas que aprendi.

Assim é a vida, somos frutos de muitos esforços. Esforços de amigos, vizinhos, familiares. Vivemos numa sociedade e a sociedade produz pessoas com defeitos e qualidades, virados para lei ou virados para marginalidade. Somos frutos da sociedade, do amor dos próximos e das oportunidades que nos deram. É certo que muitos tiveram oportunidades e não aproveitaram, também é certo que muitos jovens cabo-verdianos não tiveram e não têm oportunidades.

Precisamos criar mais oportunidades para as nossas crianças e os nossos jovens. Esta oportunidade deve ser criada por todos nós. É certo que o Estado tem um papel fundamental neste aspecto, mas todos nós, dentro das nossas possibilidades, devemos dar uma oportunidade ao outro, oportunidade para estudar, trabalhar, brincar, amar, oportunidade para ser feliz.

Já com sono, vou dormir, noutro dia, quem sabe, continuarei a recordar Djarmai, meu berço e, certamente, meu futuro.

saudades do amanhã

Saudades do amanhã
Do dia que teme em não chegar
Saudades do dia
Que faz dos meus dias mais alegres
Saudades deste dia
Que guia o meu pensamento
Saudades do amanhã
Do dia em que estarás novamente aqui

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Novos tempos, novas respostas, novas soluções…

A natureza por vezes nos revela as nossas fraquezas, as nossas fragilidades, os nossos erros, os nossos pecados e, até, a nossa ignorância.

Não adianta esconder factos, não adianta tapar o sol com a peneira, está visto que precisamos, urgentemente, de novas soluções. Praia precisa de um novo hospital para a Cidade da Praia, precisamos investir seriamente na nossa saúde, precisamos resolver, definitivamente, o problema do lixo.

Precisamos olhar, precisamos cuidar do nosso país e da nossa população. Estes são problemas reais. Estes problemas não se resolvem com discursos, com o estatuto de país de rendimento médio. Estes problemas matam. Estes problemas precisam de respostas, de respostas urgentes.

Em tempos de desespero, de doença não devemos perder tempo em atacar as falhas, por isso, não vou aqui falar dos muitos pecados cometidos nesta matéria. Devemos, todos lutar contra a dengue e outros males, pois, com a saúde não se brinca. Se alguém brincou com a nossa saúde devemos, neste momento, concentrar na nossa luta e deixar os ajustes de contas para o momento oportuno. Agora precisamos de soluções para estes, verdadeiros, novos tempos.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

O porquê de uma Constituição Democrática só em 1992?

Sempre tentei perceber o porquê da tão demora não implementação de um regime democrático em Cabo Verde. Em 1975, após a independência de Cabo Verde, foi aprovada a LOPE (Lei de Organização Política do Estado). Tratava-se, no dizer de alguns, de uma Pré-Constituição que só deveria vigorar por 90 dias. Infelizmente, a LOPE esteve em vigor durante 5 anos, pois a Primeira Constituição só foi aprovada em 1980.

Volvidos cinco anos após a independência do país, o PAICV insistiu em fugir do regime democrático. O livro de Nuno Manalvo (de leitura obrigatória) traz-nos alguns factos que explicam a tardia chegada da Democracia às nossas ilhas.

Irei esmiuçar, aqui, esta grande obra. Vejamos uma frase proferida pelo Pedro Pires ao Jornal Voz di Povo a 29 de Novembro de 1980:

“A democracia representativa e os parlamentarismos europeus não nos servem.”

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

O eterno e sempre presente Ildo Lobo

Passaram 5 anos, contudo, o tempo que tudo resolve e, por vezes, apaga, não consegue apagar o Ildo Lobo da nossa memória. Afinal, nem tudo o tempo consegue e ainda bem que assim o é.

Quero para sempre ouvir Ildo Lobo. Uma voz divina num homem simples e de fácil relacionamento. Hoje, como todos os outros dias, vou ouvir Ildo Lobo.
As nossas obras e os nossos feitos tornam-nos eternos e o tempo torna-se impotente perante a grandiosidade de homens e mulheres como Ildo Lobo.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Temos Petróleo - de pequenino é que se torce o pepino

From Time to time vem alguém nos dizer que temos petróleo e em deslocações à estrangeiro, solicita-se ajuda para a prospecção do “ouro negro”.

A questão nunca é discutida internamente, apenas vai se dizendo por aí que existe a possibilidade de termos petróleo nas nossas águas, como se estivéssemos a tratar de questões banais e de interesses partidário.

Espero que não seja com esta ligeireza que o Governo pretende tratar de uma questão tão séria. Seria um mau começo e em assuntos de petróleo já se sabe que, todo o cuidado é pouco.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

A história da nossa democracia e as reformas legislativas dos anos 90

Considerando que, a história da nossa democracia, o marco histórico da nossa boa governação deve ser estudada, divulgada e conhecida,

Considerando igualmente que, as grandes reformas legislativas dos 90, constituem um marco na consolidação da democracia e do Estado de Direito,

Considerando ainda que, os factos que ocorreram nestes anos elevaram o nosso país à um novo patamar,

Depois da escrita sobre os sete pecados do Governo (elogiados por uns, criticados por outros mas sem que ninguém tivesse ficado indiferente), na condição de cidadão cabo-verdiano, resolvi, em alguns textos, escrever sobre a história da nossa democracia e as reformas legislativas dos anos 90.

Nas próximas semanas, este será o grande tema dos meus escritos. Agradeço sugestões dos meus leitores, amigos e alunos.