terça-feira, 20 de julho de 2010

ADEUS LICA

A vida tem destas coisas, diariamente somos surpreendidos. Contudo, por vezes acordamos com dolorosas surpresas, é o caso da morte do nosso amigo Lica.
Os nossos pêsames à família.

Até sempre Lica, que a terra lhe seja leve.

sábado, 10 de julho de 2010

Louca paixão

Supliquei a ajuda divina,
Para fugir desta rotina,
Encontrei-te na esquina
Mais longínqua da vida.
Alcançar-te foi uma dura lida.


Os dias e noites que te procurei,
As estradas que percorri
Em busca de um sinal
Que me mostrasse que não estava louco afinal.

Ao te encontrar
E por demais te amar
Me chamam de louco.
Reconheço! Nunca conheci ser tão louco.

Não sou um normal imortal,
Sou um eterno apaixonado.
Não és apenas uma loucura carnal.
És meu perfeito mundo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Imortais apaixonados

Mesmo que me faltem forças para escrever
E não tendo dom para poeta ser
Agarro-me nos teus encantos
E traduzo a tua beleza em palavras
Faço dos meus versos
Um jogo de silabas
Um jogo de amor
Somos assim, dois seres, unidos pelo amor
Duas almas, dois corpos, um coração
Escrevemos na nossa história
Compomos a nossa canção
Somos eternos
Somos imortais
Somos na vida os tais,
Que sonham e vivem para amar

terça-feira, 6 de julho de 2010

Solidão

É prender o coração
Fiel a quem te prendeu
É andar sem direcção
Como quem perdeu

É ficar preso
Para não ser atingido
É ser atingido
E querer esquecer o peso

É sonhar
Para jamais acordar
É querer acordar
E ter medo de se matar

É um descanso
Entregue a um cansaço
Como um sonho belo
Que transforma num pesadelo

É morrer
E continuar vivo
É sofrer
Num fogo vivo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Parabéns a todos os Cabo-verdianos

O nosso país completou 35 anos de Idade. 35 anos de luta, de esforço e de dedicação de todos os cabo-verdianos.

Neste dia, recordamos Amílcar Cabral e todos aqueles que lutaram pela nossa independência. Igualmente, e porque 5 de Julho foi um ponto de partida e não de chegada, agradecemos todos aqueles que ao longo destes 35 anos têm lutado e contribuído para o desenvolvimento do nosso país.

Ao longo destes anos, muitos foram os ganhos conquistados pelo nosso país. O maior deles, foi a liberdade e a democracia alcançada a 13 de Janeiro de 1991. Hoje, somos um país, independente, livre e democrático. Hoje, somos um país de rendimento médio com portas abertas no e para o mundo. Fazemos parte desta aldeia global e vamos, dia-a-dia, conquistando o nosso lugar, o nosso espaço.

Volvidos 35 anos, os cabo-verdianos estão mais exigentes, mais sábios, mais atentos ao que se passa no país e no mundo. Hoje, não nos contentamos com pouco, exigimos mais e melhor dos nossos políticos. Exigimos uma terceira fase. Queremos uma nova caminhada, queremos entrar na lista dos países desenvolvidos. Por isso, só aceitamos e só votamos naqueles que são capazes de atingir este desiderato.

Após a independência e a democracia é a altura do desenvolvimento. Esta é a missão da nova geração. Temos de continuar a caminhada que Cabral iniciou, rumo ao desenvolvimento.

Tal como a independência e a democracia, esta terceira etapa exige sacrifício, trabalho, dedicação e entrega total. Somos capazes, temos os alicerces para isso. É a hora de iniciar a nova etapa, é a hora de primar pelo rigor, pelo trabalho e pela excelência. É hora de escolher os melhores, ignorando, assim, as cores partidárias, os laços de amizade ou de sangue. O único critério deve ser a excelência.

Assim, poderemos comemorar 40 anos de independência ou meio século de independência num novo patamar de desenvolvimento e poderemos oferecer às gerações vindouras um novo legado. Um legado de desenvolvimento e de prosperidade. Vamos lutar e trabalhar para isso. Esta é a nossa hora, esta é a nossa luta!

terça-feira, 22 de junho de 2010

NOTA DE IMPRENSA

João Dono, advogado do Escritório JOÃO DONO ADVOGADOS e Professor no Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, acaba de publicar dois livros jurídicos intitulados: Teoria Geral do Direito Civil II – Negócios Jurídicos e Introdução ao Direito.

Volvidos três anos a ensinar Teoria Geral do Direito Civil e Introdução do Direito no Instituto Superior de Ciências Jurídicas, João Dono, um jovem docente que também já leccionou Direito Comercial, Direito das Empresas, Direitos Reais, Direito Fiscal e Teoria do Estado e da Constituição na Universidade Jean Piaget e Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Empresarias, decidiu disponibilizar aos seus alunos, dois manuais das disciplinas que lecciona.

Os Livros serão apresentados ao público no próximo dia 25 de Junho, sexta-feira, pelas 18:30h, no Hotel Praia Mar.

Os Livros serão apresentados pelo Procurador-geral da República, Dr. Júlio Martins e pelo Dr. Paulo Monteiro Jr., Professor Assistente Graduado do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais.

CONVITE

JOÃO DONO tem a honra de convidar V. Exa, para o lançamento dos livros: “Teoria Geral do Direito Civil II – Negócio Jurídico” e “Introdução do Direito”, que terá lugar no próximo dia 25 de Junho, Sexta-feira, pelas 18.30 horas, no Hotel Praia Mar.

Os Livros serão apresentados pelo Procurador-geral da República, Dr. Júlio Martins e pelo Dr. Paulo Monteiro Jr., Professor Assistente Graduado no Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Bom dia

Hoje acordei, recordando o tempo, ouvindo Pedro Abrunhosa com a música “Beijo”.
Um lindo poema que vale a pena partilhar com os meus leitores.

Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio X 2
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ZAU, A “RAINHA”, EM GRANDE…

Sempre defendi e admirei a Zau. As sondagens publicadas no Liberal, nos últimos dias, confirmam que o desempenho da Super Zau é positiva e que a mesma renovaria o seu mandato se as eleições fossem em Dezembro.

Que ela é a “Rainha” entre os autarcas, não é novidade para ninguém. Seja como for, mais uma vez se confirma o poder, a simpatia, a empatia, o carisma e o trabalho da Zau. Não vale a pena ficar com dores de cotovelo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

EM DEFESA DA POLÍCIA NACIONAL

Ser Policia é optar por um trabalho duro e arriscado. Devem estar operacionais 7 dias por semana, 24h por dia. A polícia é uma espécie de mistura de todas as profissões, um faz tudo, que de uma forma ingrata, muitos consideram que não faz nada. Da polícia espera-se confiança e segurança.

O papel da polícia é complexa e normalmente ficam conhecidos quando fazem um mau trabalho. Raras vezes, recordamos dos seus méritos. Polícia é, na maioria das vezes, o mau da fita. Aquele que a sociedade condena, que o Governo maltrata.

Muitas vezes, esquecemos que a polícia está integrada dentro de um sistema judicial com muitos actores. Policia faz parte do sistema, tem o seu papel, porém, não tem poderes para fazer tudo e não pode fazer milagres. Infelizmente, como em quase tudo na vida, a corda arrebenta pelo lado mais fraco.

Polícia é uma das mais antigas instituições do Estado, vem do grego politéia (constituição) que surge juntamente com a Cidade-Estado grega entre os séculos VIII e VII a.C15. Este termo remete, por um lado, à ideia de uma instituição específica, a pólis, e, por outro lado, à noção de uma acção que visa manter a unidade dentro da pólis, o Governo. Como forma de estabelecer esta unidade, houve a necessidade de se criar um conjunto de leis e de se ter agentes específicos para garantir o cumprimento das normas. Com isso, já nesse período, observou-se a distinção entre autoridades administrativas que editam as leis, governantes e legisladores, e as que fiscalizam o cumprimento.

A Policia significou, basicamente, tanto na Idade Clássica como na Idade Média, instituições direccionadas para o funcionamento e para a conservação da pólis. A partir do século XIX, a polícia adquiriu um significado mais restrito, passando a direccionar suas actividades para proteger a comunidade dos perigos internos relacionados com a desordem pública, entendida como aquelas manifestações contrárias ao “status quo” político-económico, e com a insegurança pública, entendida como aquelas acções ameaçadoras da integridade física e da propriedade por parte de eventos naturais e inimigos sociais.
O risco desta antiga profissão é cada vez maior. A violência invade o nosso país e as pessoas vivem assustadas, com medo e inseguras. A sensação de impunidade tornou-se uma realidade e o Estado deixou de cumprir as suas funções constitucionais.

A Sociedade, o Estado e a Polícia devem, sempre, estar juntos na busca na paz e da segurança. Só esta união nos permite combater, com eficiência, a violência.

Nos dias de hoje, vivemos com medo de tudo. Medo dos acidentes de trânsito, do terrorismo, das doenças invisíveis, medo da comida e até mesmo medo do sexo. É triste reparar que nem o sexo é mais seguro, o que torna a vida stressante e chata. Deixem-nos pelo menos ter a oportunidade de andar em paz, em segurança nas ruas.

Por tudo isso, é fundamental discutir a questão da segurança com mais rigor e seriedade, com base em pesquisas, argumentos e, envolvendo a Policia, a Sociedade e o Governo.

Vários factores são, normalmente, apontados como causa da criminalidade. Aqui e ali, costumam-se referir, entre outras, as seguintes:

1. Factores socio-económicos (pobreza, agravamento das desigualdades, a tal história do pobre cada vez mais pobre e do rico cada vez mais rico);
2. Crime da instituição familiar e decrescente poder da Igreja;
3. Abando escolar e falta de oportunidades;
4. Politica criminal desadequada à realidade;
5. Inércia do Estado e desmotivação da polícia por falta de meios e condições.

O Governo ainda não se debruçou sobre estas questões, não procurou as causas. Ignora a Polícia e nem sequer lhes aprova os Estatutos. Pior, em vez de pensar na segurança com seriedade, prefere marcar um encontro com os “Thugs”. As vítimas e todos aqueles que, diariamente, combatem a criminalidade foram esquecidos. Grande injustiça e grande inversão da ordem dos valores dos cabo-verdianos.

Pena porque a segurança é um dos fins do Estado, constitucionalmente consagrado.

domingo, 21 de março de 2010

O candidato presidencial: o peso da militância

Segundo Carlos Veiga, é ainda prematuro escolher o candidato que o seu partido irá apoiar nas eleições presidenciais de 2011 (liberal online).

Optar por apoiar este ou aquele candidato não faz nenhum sentido neste momento. Apesar das manifestações e movimentações nos dois partidos, os dois líderes estão concentrados e preocupados, neste momento, com as legislativas. De resto, não podia deixar de ser diferente.

Contudo, qualquer cidadão que preencha os requisitos estabelecidos pela Constituição, pode manifestar a sua disponibilidade e assumir-se como candidato. Neste momento não faltam candidatos disponíveis. Do lado do PAICV, sempre acreditei e continuo a acreditar que o candidato será o próprio José Maria Neves. Dos possíveis candidatos do PAICV, Aristides Lima parece ser o homem com o melhor perfil (admiro o homem), porém, infelizmente, JMN vai lhe puxar o tapete (coisas da política).

Pelas bandas do MpD, também vão surgindo alguns nomes (Isaura e Amilcar Spencer Lopes). Próximo do MpD surge, ainda, mais um candidato (Jorge Carlos Fonseca). Digo próximo já que o Zona não é militante do partido, apesar de ter mais afinidades com o MpD.

Zona começou cedo a sua corrida rumo ao Palácio do Plateau (talvez cedo demais). Neste momento, entendo que tanto Zona como o Aristides Lima já não podem desistir. Começaram cedo e já nadaram muito, agora resta-os, na condição de cidadãos cabo-verdianos, serem candidatos, com ou sem apoio de partidos políticos. Quando se corre o risco deve-se ir até ao fim. Afinal pretendem servir os cabo-verdianos e isso implica sacrifício.

Certo é que, nenhum deles poderá reclamar a falta do apoio partidário. Ambos são cidadãos livres e resolveram entrar na corrida, anteciparam aos partidos políticos na tentativa de assegurar o apoio, optaram por arriscar e como tudo na vida, quem arisca ou petisca ou cai do cavalo.
Nenhum dos partidos apresentou ainda o perfil do seu candidato e pode ser que nenhum deles se enquadre no perfil desenhado por Neves e Veiga.

No que diz respeito ao JMN, este vai fazendo com que o Inocêncio diminua o peso dos outros candidatos entre os militantes. Na Hora H assumirá a sua própria candidatura (a política é interessantíssimo!).

Veiga vai esperar pelo momento certo, o MpD tem de concentrar nas legislativas. Este é o objectivo principal. De resto, vencendo as legislativas significará, também, uma vitória nas presidenciais. Neste caso impõe-se a pergunta: a quem o MpD deve atribuir este prémio, quem será o militante do MpD a ser apoiado pelo MpD como candidato presidencial?

Juridicamente o candidato a PR é um candidato supra partidário, por isso as candidaturas são propostas por um mínimo de mil e um máximo de quatro mil cidadãos eleitores e não por partidos políticos. Estes apoiam. Contudo politicamente é um candidato partidário, dependerá da máquina partidária para ganhar as eleições. Neste sentido os candidatos aguardam, ansiosamente, o apoio dos partidos, pois, é o que interessa. O discurso de supra partidário não faz ninguém chegar ao palácio do Plateau. A boleia das legislativas é fundamental.

Ao definir o perfil do homem que deverá receber esta boleia, para além das imposições constitucionais, a militância deverá ser, no meu ponto de vista, um dos critérios. Primeiramente é de se apoiar um militante do partido, não havendo procura-se pelas figuras próximas ou independentes.

Assim é a política e só assim se justifica ser militante de um partido político. Esquecer este pormenor é ignorar, por completo, a noção de partidos políticos e desincentivar aqueles que ora militam ou pretendem militar no partido.

sábado, 20 de março de 2010

O crime compensa

Muitos cabo-verdianos, muitos homens e mulheres, muitos desempregados, gostariam de ter um encontro com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde. O homem que tem nas mãos a governação do país e que foi eleito para resolver os problemas dos cabo-verdianos. Muitos gostariam de ter a oportunidade de falar do desemprego, do ensino superior, da saúde, a diáspora gostaria de desabafar ou simplesmente ter uma oportunidade de investir no seu país.

Eu gostaria de falar sobre os sete pecados do Governo. Infelizmente, JMN não tem tempo para receber e ouvir os problemas dos cabo-verdianos. Pelo contrário o homem tenta nos fazer de “bobo” dizendo que está tudo bem, a insegurança só existe na nossa imaginação, o desemprego idem. Quem for tolo ou depende das esmolas do JMN vai repetindo as barbaridades que o homem diz e assim passamos os nossos dias sentindo a dor, afogando no desespero sem esperanças de dias melhores.

Enquanto as nossas mulheres, os nossos filhos, os nossos irmãos esperam e desesperam sem soluções para os seus problemas, enquanto se isolam em casas com grades e cadeados fugindo de um eventual criminoso, enquanto a rua se esvazia ao por sol porque alguém se considera dono de tudo e acima da lei, quer nos levar o telemóvel, a carteira, e por vezes resolve violar as nossas filhas, irmãs, mulheres, enquanto tudo isso acontece na nossa cidade, no nosso país, o Primeiro-Ministro esquece e ignora todos os problemas dos cabo-verdianos e resolve condecorar aqueles que estão a tornar a nossa cidade num verdadeiro caos.

Os thugs serão compensados pelos crimes cometidos. Estes, ao contrário dos cabo-verdianos honestos e trabalhadores, terão direito a um encontro com o JMN. Não se sabe exactamente quais são os problemas que os thugs enfrentam. Contudo, acredito que já devem ter caderno reivindicativo e certamente já haverá um pré-aviso de greve.

O encontro servirá para negociações e no fim darão uma conferência de imprensa apresentando os compromissos do Governo e dos thugs. Entre as reivindicações dos thugs, estarão, seguramente:

Mais e melhores armas;
Desarmamento dos polícias e menos polícias nas ruas;
Proibição de instalação de grades nas janelas;
Extinção das empresas de segurança privada e proibição de guardas nocturnas;
Imunidades para que não possam ser julgados e condenados até as eleições.

Em troca do JMN deverá exigir o voto nas próximas eleições e uma trégua. Os thugs comprometem-se a cometer menos crimes, de modo a criminalidade diminua em, pelo menos, 50% até às legislativas.

Será que o crime realmente compensa ou o JMN julgou que o 1 Abril chegou mais cedo este ano?

sábado, 13 de março de 2010

DECLARAÇÃO POLÍTICA DO MpD

As Raízes do desenvolvimento, as bases da boa governação, os principios fundamentais da nossa Constituição, têm a sua origem na Declaração Política do MpD, de 14 de Março de 1990. Comprova isso, a seguinte referência feita a propósito da Revisão Constitucional.

“Preconizamos uma revisão constitucional que consagre o sistema democrático e pluralista, devendo nomeadamente:
a) a separação efectiva dos poderes legislativos, executivo e judicial;
b) a eleição do Presidente da República por sufrágio directo, secreto e universal;
c) a limitação do mandato do Presidente da República;
d) a incompatibilidade entre as funções de ministro e de deputados;
e) a criação do Tribunal Constitucional;
f) a garantia de condições para a efectiva independência da Justiça;
g) o princípio da existência de partidos políticos;
h) as bases do estatuto da oposição;
i) um sistema eleitoral assente no princípio da representatividade e da proporcionalidade de votos como a única expressão de legitimidade democrática;
j) a autonomia dos órgãos estatais da comunicação social, subtraindo-os da ingerência do Executivo e dos Partidos Políticos”.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Esperança

Nada está perdido e tudo pode ser melhorado. Precisamos acreditar e não perder, nunca, a esperança.

Cabo Verde passa por momentos difíceis, o desemprego aumenta a cada dia e as famílias têm menos dinheiro para gastar. A economia está debilitada e a educação não ajuda muito. As nossas ruas tornaram-se cada vez mais inseguras.

Os cabo-verdianos precisam acreditar que dias melhores virão, que a partir de 2011 tudo pode ser diferente. A democracia faz renascer a esperança, sabemos que teremos oportunidade de mudar o rumo dos acontecimentos, sabemos que poderemos escolher novos caminhos, novas vias.

Sabemos que poderemos castigar aquele que nos levou a esta situação dramática e escolher aquele que poderá mudar o rumo dos acontecimentos.

8 de Março

Que seria de nós sem as nossas mulheres? O que seria deste mundo sem as nossas queridas mulheres? Razões para comemorar 8 de Março? Mil e uma razões para dar um beijo às nossas mulheres, para oferecer uma flor, um carinho ou simplesmente para ouvir e aprender com as nossas, sábias, mulheres.

As mulheres cabo-verdianas merecem sempre mais e melhor. Porquê? Porque são simplesmente as nossas mulheres e as nossas mulheres merecem sempre mais e melhor.
Um beijo com carinho para todas as mulheres cabo-verdianas, em especial as que me são mais próximas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nuías Silva deixa cair a máscara

“Fenómeno “thug” é obra do MpD na década de 90 – Nuías Silva

O presidente da JPAI, Nuías da Silva, culpabiliza o MpD pelo surgimento do fenómeno "thug", em Cabo Verde. A acusação foi feita na passada terça-feira, 12, durante um debate alusivo ao 13 de Janeiro na Universidade Jean Piaget.

Nuías da Silva e Miguel Monteiro, dissertavam sobre vários aspectos, numa iniciativa organizada pela associação dos universitários da Piaget.

A dado momento da sua comunicação, o líder da JPAI foi taxativo ao associar a então maioria da década de 90, ao surgimento do fenómeno "thug". Reconhecendo que é um problema que merece urgente solução, Nuías da Silva precisou que a questão da delinquência juvenil "é um problema social, que tem de ser analisado a vários níveis". Acrescentou de seguida que o primeiro exemplo "é a questão de perda de valores que Cabo Verde sofreu durante a década de 90" em que o MpD era governo da república.

A afirmação do presidente da JPAI causou mal-estar e gargalhadas na plateia formada essencialmente por jovens universitários. Mesmo assim Nuías da Silva prosseguiu a sua saga. "Os ‘thugs'... são frutos da geração de 90", sentenciou, afirmando que isto "é a verdade".

Na réplica, Miguel Monteiro mostrou-se indignado com tamanha afirmação que segundo ele "não tem lógica". Monteiro, instou o seu homólogo a fazer um exercício matemático para apurar a veracidade da sua própria afirmação. É que segundo o presidente da JpD, os jovens identificados como "thugs" estão na faixa etária dos 15/20 anos, logo, "não podem ser da década de 90", defendeu.” In http://www.expressodasilhas.cv/

Quando recebi a mensagem de um amigo que presenciava e ouvia estas afirmações bizarras do Nuías não quis acreditar. Telefonei, confirmei e ouvi a gravação. Ainda assim, custa me acreditar nisso. Nunca imaginei que um líder da juventude diria tamanha barbaridade.

Apesar dos pesares via em Nuías um jovem inteligente e com futuro político, de resto, é o que se pode presumir de um líder da JPAI. Será que Nuías deixou cair a máscara?

A gravidade das afirmações obriga a um pedido de desculpas por parte do Nuías. Mais, tamanha leviandade impõe o pedido de demissão do cargo do presidente da JPAI.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mais um 13 de Janeiro e mais um esquecimento

Acabei de assistir uma reportagem na TCV reveladora do desconhecimento da importância do dia 13 de Janeiro.

Alguns não sabem o porquê do feriado, outros consideram ser o dia da independência nacional, para alguns é o dia dos heróis nacionais.Chega desta inércia, é preciso que os governantes e os deputados valorizem a data, valorizem a nossa história, a nossa liberdade e a nossa democracia.

domingo, 10 de janeiro de 2010

AINDA SOBRE AS PRESIDENCIAIS: DR. MASCARENHAS MONTEIRO – UM POSSÍVEL CANDIDATO

Nesta busca de candidato presidencial a ser apoiado pelo MpD, ocorreu-me mais um nome: O que acham do Dr. António Mascarenhas Monteiro? Venceu sempre e foi, nos dois mandatos, Presidente de todos os cabo-verdianos e o seu nome é, hoje, internacionalmente reconhecido como um exemplo de chefe de Estado.

sábado, 2 de janeiro de 2010

PENDÊNCIAS POLÍTICAS DE 2009 – I

Politicamente, o ano 2009 deixou-nos um legado interessantíssimo: José Maria Neves e Carlos Veiga, dois grandes políticos, vão disputar a governação do país. Em 2011, o povo cabo-verdiano determinará a decisão final.

Contudo para as presidenciais, o PAICV e o MpD deixaram pendentes os seus apoios. Ainda não sabemos que candidato cada partido irá apoiar.
PAICV terá mais dificuldades na escolha, pois são tantos os candidatos: Aristides Lima, Hopffer Almada, Silvino da Luz, e Manuel Inocêncio. Da minha parte, continuo a acreditar, como sempre acreditei, que o candidato será o próprio José Maria Neves. O futuro dirá …..

Do lado do MpD, por enquanto, entre os possíveis candidatos temos: Isaura Gomes, Jorge Carlos Fonseca e Amílcar Spencer Lopes. Será que ainda aparecerão mais possíveis candidatos? Estou seguro de que sim. Aguardemos os próximos capítulos…
Até ao momento, Zona parece estar em vantagem. Contudo, Zau continua a ser um peso pesado. A Sra. Zau pode o que quiser na política. Basta querer, será Presidente da República.

Spencer Lopes, também um candidato com curriculum e perfil, está em desvantagem por ter iniciado tarde na corrida. Zona, entrou na corrida e já conta com muitos apoios. Seja qual for a escolha, Cabo Verde estará em boas mãos. Qual será então o candidato que defrontará Neves nas presidenciais? Numa próxima oportunidade farei a minha previsão.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Boas Entradas!

Amanhã (01.01.10) estaremos em 2010, entraremos num novo ano e o tempo voltará atrás para, novamente, seguir em frente. Ainda bem que assim é, pois, só assim conseguimos, pelo menos um dia abraçar o mundo, esquecer as diferenças e desejar a todos um bom ano.

Pelo menos neste dia, somos todos simpáticos, mais alegres, mais amigos, mais amorosos e, mais cabo-verdianos. Que bom!

Não sou muito diferente dos outros, por isso, estou aqui (depois de uma longa ausência) para desejar, a todos, um bom ano e tudo de bom em 2010. Merecemos ser felizes.

Para aqueles que sentiram a minha falta, fica a garantia de que, estou de volta e com novos textos e novos assuntos em 2010. Para aqueles que ficaram mais descansados e menos incomodados com a minha ausência, lamento informar que estou de volta.

Boas entradas!